A vereadora acusada de ter forjado um falso sequestro logo após tomar posse em Ponta Grossa, na região central do Paraná, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça na tarde desta sexta-feira. Segundo a Polícia Civil, Ana Maria Holleben (PT) montou a farsa para evitar participar da eleição da mesa diretora da Câmara, que seria realizada logo após a posse. Ela já havia sido presa em flagrante logo após reaparecer, na quarta-feira, um dia após ter sido supostamente sequestrada. Sua prisão até então tinha apenas caráter temporário, com duração de cinco dias. Agora, com a decretação da prisão preventiva, ela corre o risco de ficar presa até o julgamento. Outras três pessoas, entre elas o motorista da vereadora tiveram a prisão temporária prorrogada por mais cinco dias. Outro suspeito de participação na farsa continua foragido. O advogado de Ana Maria, Pablo Milanese, afirma que já havia entrado com um pedido de liberdade provisória em favor da vereadora na quinta-feira. Agora, com a ordem de prisão preventiva, ele diz que pretende entrar com um habeas corpus. Por ser vereadora, ela tem direito a uma cela especial. Desde a noite de quinta, Ana Maria está em uma sala do quartel do Corpo de Bombeiros, no bairro Nova Rússia, na região central de Ponta Grossa. O advogado afirma que ainda não conseguiu conversar com sua cliente, que estaria abalada com o caso. Logo após reaparecer, Ana Maria foi internada em um hospital da cidade, com sinais de desidratação e hipertensão.
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