MÃO DE FERRO

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Delúbio: o PT sofreu uma ‘operação de guerra’ que ‘judicializou a política e politizou a Justiça’

Ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares

A pretexto de comentar o resultado das eleições municipais de 2012, Delúbio Soares veiculou em seu blog um artigo apinhado de referências ao caso que lhe rendeu duas condenações no STF: corrupção ativa e formação de quadrilha. “O recado das urnas”, eis o título da peça. Com outras palavras, o ex-tesoureiro do PT sustenta no texto a tese de que as urnas absolveram seu partido e as legendas aliadas. Anota que, com a ajuda da “mídia partidarizada”, a oposição propagou nas campanhas “mentiras” sobre a ação penal do mensalão. “E, por isso, perdeu.” Para Delúbio, “Jamais […] o eleitorado foi tão bombardeado pela manipulação midiática, a distorção dos fatos e uma autêntica operação de guerra montada na tentativa (vã, por sinal) de derrotar o Partido dos Trabalhadores e os seus candidatos.” Em linguagem ácida, Delúbio escreve que a oposição repetiu na disputa municipal de 2012 as “práticas fascistóides” que usara na campanha presidencial de 2010. Numa crítica indireta ao STF, cuja composição atual inclui sete ministros indicados por Lula e Dilma Rousseff, insinuou que o tribunal julga politicamente. 

Monte Santo: Prefeito é direcionado ao MP por falhas e desobediência com pessoal

As contas da Prefeitura de Monte Santo, sob a gestão de Everaldo Araújo (PSDB), foram rejeitadas nesta quinta-feira (1º), pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), relativas ao exercício financeiro de 2011. O relator do processo, conselheiro Fernando Vita consciente da gama de irregularidades cometidas pelo gestor, solicitou promoção de representação junto ao Ministério Público, aplicou multas de R$ 43.200, equivalente a 30% dos seus vencimentos anuais pela não redução de despesas com pessoal e R$ 5 mil pelas demais falhas comprovadas em relatório. A relatoria determinou ainda que o prefeito devolva com seus próprios recursos a quantia de R$ 32.522,40, referente a despesas com publicidade, sem a demonstração da matéria publicada. O Município apresentou uma receita na ordem de R$ 68.725.060,62 e uma despesa realizada de R$ 69.588.860,20, demonstrando assim um déficit orçamentário de execução no importe de R$ 863.799,58. Restou configurado a abertura irregular de créditos adicionais suplementares com indicação do recurso de superávit financeiro inexistente e a utilização de créditos adicionais suplementares sem o correspondente decreto executivo de abertura, descumprindo o art. 43 e 42 da Lei Federal nº 4.320/64, comprometendo o mérito das 

Salvador tem segunda pior avaliação para prefeito, governador e presidente, diz Ibope


A população de Salvador registra a segunda pior avaliação dos gestores dos governos Federal e Estadual e da Prefeitura entre as 26 capitais brasileiras (exceto Brasília). É o que revelam as pesquisas de intenção de voto do Ibope Inteligência nas eleições municipais deste ano, que avaliaram as administrações públicas nas esferas federal, estadual e municipal. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (1), no site do IBOPE. Segundo as pesquisas, o índice de aprovação da presidente Dilma Rousseff na capital baiana é de 51%, o segundo pior e o mesmo registrado em Aracaju (SE). A avaliação só está melhor do que em Vitória (ES), onde 50% da população aprova o governo Dilma. As capitais com melhores avaliações da presidente são Fortaleza (CE) e Macapá (AP), com 73% de aprovação, seguidas de Belo Horizonte (MG) e Manaus (AM), que é de 72%.  O governador Jaques Wagner foi o gestor estadual com a segunda menor aprovação. Apenas 18% dos soteropolitanos aprovam a sua gestão. O gestor do governo Estadual com o pior índice é o do Rio Grande do Norte – apenas 8% da população de Natal aprovam a administração. O governador mais bem avaliado pela população da capital é o do Acre, com 72% de aprovação, seguida do gestor do Amazonas (69%). É importante lembrar que a avaliação dos governos estaduais foram feitas apenas pelos moradores das capitais, assim como a avaliação do governo Federal. Já o prefeito João Henrique também foi o segundo menos aprovado das 26 capitais. Apenas 5% dos soteropolitanos aprovam a gestão municipal da capital baiana. Com só 1% de aprovação, o prefeito de Natal (RN) foi o último do ranking, liderado pelo gestor de Rio Branco (AC), que teve índice de 67%.

Juazeiro: Prefeito corta 30% do próprio salário e decreta estado de emergência


A Prefeitura de Juazeiro, através do prefeito Isaac Carvalho (PCdoB), decretou, nesta quinta-feira (1º), estado de emergência financeira do município para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. A medida foi tomada diante da redução dos repasses federais, a exemplo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que promoveu queda nas receitas da administração. O gestor também reduziu em 30% seu salário e nos vencimentos de outros que ocupam cargos comissionados, além da criação de uma comissão formada pelos secretários de Finanças, Administração, pelo procurador-geral e pela Controladoria do Município. A comissão deve elaborar, em 60 dias, um relatório apontando as medidas a serem tomadas pela administração municipal.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Mata de São João: Vereador perde cargo por infidelidade partidária



A partir de ação movida pela Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE-BA), o vereador Alan Alves Fialho, do município de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador, teve o mandato cassado nesta quarta-feira (31). Ele foi acionado por ter mudado de partido sem apresentar justa causa. O político elegeu-se, em 2008, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e, em setembro de 2011, migrou para o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Após ter sido acionado, alegou ter sofrido tratamento discriminatório dentro do PTB para justificar a troca de partido.
Contudo, para o procurador Regional Eleitoral, Sidney Madruga, o político não apresentou provas razoáveis para caracterizar a justa causa da sua desfiliação, entendimento acolhido pelo Tribunal Regional Eleitoral na Bahia (TRE-BA), que decretou perda de cargo ao vereador. De acordo com a legislação eleitoral, as causas para desfiliação são a incorporação, fusão ou a criação de novo partido, a mudança (ou desvio) do ideário político em relação ao programa partidário ou grave discriminação pessoal. Com a perda do cargo eletivo do vereador, a Câmara Legislativa tem dez dias para empossar o respectivo suplente. (BN)

Pelegrino diz que JH combinou com ACM Neto para derrotá-lo nas urnas

Deputado federal Nelson Pelegrino (PT)

Três dias após o resultado das eleições em Salvador, que sepultaram a chance de comandar o Palácio Thomé de Souza, o deputado federal Nelson Pelegrino (PT) voltou a se colocar como integrante da oposição à futura gestão, mas destacou que continuará lutando em favor da cidade. Ao assumir a condição de oposicionista, se referindo ao prefeito eleito ACM Neto apenas como “o candidato do DEM”, Pelegrino frisou que a máquina da prefeitura teria ajudado o democrata através do PTN – partido da base municipal.

 O petista desejou ainda “boa sorte” a ACM Neto durante entrevistas, onde agradeceu os votos recebidos e destacou que deseja permanecer “sendo militante” de Salvador. O petista pretende assumir o seu posto na Câmara Federal no próximo dia 9. Em clima de ressaca eleitoral, o petista comentou que o resultado eleitoral é influenciado por “um conjunto de fatores”, mas disparou críticas ao pontuar que “a máquina da prefeitura” teria sido um ponto contrário a sua candidatura, ajudando a eleger o democrata.

 Em entrevista à rádio Tudo FM, ele disse que houve “um jogo combinado” entre o prefeito João Henrique (PP) e o prefeito eleito. “A prefeitura atuou impiedosamente em favor do candidato do DEM”, frisou. 

Faz sentido a “revolta” de Pelegrino contra ACM Neto e o prefeito João Henrique?

Nelson Pelegrino (PT)

É curioso, muito curioso. Para não dizer, estranho, muito estranho. Agora, o ex-candidato do PT a prefeito Nelson Pelegrino decidiu atribuir a uma aliança com o prefeito João Henrique (PP) a eleição de ACM Neto (DEM) à Prefeitura de Salvador. É como, se na visão de Pelegrino, o democrata e o prefeito não tivessem o direito de se aliar em defesa de qualquer causa, muito menos a de derrotá-lo.  Pelegrino não fez uma aliança com Mário Kertész, Márcio Marinho e Da Luz? Qual o problema?
Francamente! O candidato do PT já teve tempo suficiente para assimilar a vitória do adversário e superar a ladainha da derrota. Em respeito a seu eleitorado, ele precisa levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, como bem cantarolou, em aconselhamento prévio, a primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça, no dia em que o governador Jaques Wagner, em coletiva, reconheceu a derrota do PT em Salvador, a segunda seguida em quatro anos.
Mas o que o próprio Pelegrino parece estar esquecendo é que todo mundo sabe que ele e alguns de seus articuladores pensaram abertamente num acordo com João Henrique, abortado depois de uma avaliação que se revelou equivocada segundo a qual a aproximação com o prefeito traria mais desgaste do que benefício ao candidato do PT, que já fora aliado da Prefeitura, indicando, inclusive, o titular da secretaria municipal de Saúde. Avaliou mal e o resultado todo mundo conhece!
Na época, um petista que estava muito próximo de Pelegrino e cujo nome não convém revelar, nosso candidato não soube ficar com a parte boa de João Henrique, como está fazendo ACM Neto. Ele se referia ao fato de, na eventualidade de apoiar Pelegrino, João Henrique não precisar aparecer na campanha, exatamente como fez com o democrata.
Combinando o jogo com o prefeito, o petista aproveitaria, naturalmente, o “apoio da máquina municipal” e o do PTN, partido do secretário municipal da Educação, João Carlos Bacelar, que foi cobiçado publicamente por todos os candidatos, ficou com João Henrique e ACM Neto e agora, finda a campanha, paga um preço altíssimo por sua opção, sendo atacado em público até por Pelegrino, que o cortejou.
O petista que defendia a estratégia desprezada por Pelegrino afastou-se dele quando o candidato do PT fechou a aliança com o PCdoB de Olívia Santana, que foi sua vice e sepultou de vez qualquer entendimento seu com João Henrique, deixando ainda ressabiado o empresariado ajuizado da cidade. Aliás, o comentário é que, depois que fechou com os comunistas, Pelegrino desprezou seus articuladores iniciais, seguiu com as próprias pernas e… deu no que deu!